Transplante de córnea

Transplante de córnea é uma cirurgia indicada para quando a transparência ou curvatura da córnea estejam danificadas permanentemente, não permitindo uma boa visão. Úlcera de córnea, ceratopatia bolhosa, ceratocone, opacidades corneanas, distrofias corneanas e herpes ocular são algumas dessas patologias em que o transplante de córnea pode ser necessário.

A cirurgia consiste na substituição da córnea alterada (doente) por uma córnea doadora com boas condições fisiológicas (transparente). Todos os doadores de órgãos passam por exames específicos para que possam detectar a presença de possíveis doenças que possam ser transmitidas durante o transplante. Os Bancos de Olhos são responsáveis pela retirada, transporte, avaliação, preservação e armazenamento dos tecidos oculares doados. Esses Bancos fazem um controle rigoroso sobre a qualidade das córneas doadas para transplante, a fim de assegurar boa qualidade do tecido doado.

 

Técnicas cirúrgicas

Podemos dividir as técnicas cirúrgicas de transplante de córnea basicamente em dois grupos: transplante penetrante ou transplante lamelar.

Transplante penetrante

Foi a primeira técnica de transplante de córnea a ser realizada e, atualmente, vem sendo substituída pela técnica lamelar. Ela consiste na substituição de toda a espessura corneana doente por um botão corneano sadio. Ela é realizada com cerca de 16 pontos separados e esses pontos podem ser retirados após cerca de três meses da cirurgia, de acordo com o astigmatismo residual pós-cirúrgico.

Transplante lamelar

É a técnica que mais vem sendo utilizada ultimamente. O objetivo principal desta nova técnica é evitar a remoção total da córnea, trocando apenas a parte interna (endotélio e Descemet) ou externa (estroma anterior) da córnea que está comprometida. As principais vantagens desta técnica estão no menor tempo de recuperação visual e menor taxa de rejeição e falência da nova córnea. Os resultados do transplante são em sua grande maioria muito satisfatórios. Com novas tecnologias como o laser de femtosegundo, já existente na Clínica CEO, é possível realizar o corte das córneas doadoras e receptoras a laser, sendo assim mais rápido e preciso. A Clínica CEO é pioneira no transplante lamelar de córnea, em que apenas a camada de células danificas é substituída. Com esta nova técnica a córnea cicatriza mais rápido e a recuperação visual é melhor.

Após a cirurgia,  o médico indicará o uso de colírios anti-inflamatórios e antibióticos próprios para a melhor recuperação. Em poucas semanas já se nota uma boa melhora na qualidade da visão e em alguns meses é possível notar mudança significativa.

Assim como todo processo cirúrgico, existem riscos que podem ocasionar complicações cirúrgicas. Os principais riscos de transplante de córnea são: falência primária e rejeição. Na falência primária, até o terceiro mês pós-cirúrgico a córnea doada não apresenta bom funcionamento, sendo necessário recorrer a outro transplante. Na rejeição, a córnea apresenta bom funcionamento inicial e, algum período após, o paciente pode apresentar diminuição da visão e vermelhidão ocular. A rejeição é mais comum entre os três e nove meses após o transplante, porém pode ocorrer durante toda a vida. Por isso é importante que o paciente seja acompanhado constantemente por um Oftalmologista.