Glaucoma

Glaucoma é uma doença dos olhos muito comum, e é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. É causado pela morte das células ganglionares da retina, causando perda de campo visual e alteração na cabeça do nervo óptico. O principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma é a pressão intraocular (PIO) elevada. Outros fatores de risco importantes são idade avançada, histórico familiar positivo e etnia negra.

O glaucoma pode ser dividido basicamente em dois subgrupos para melhor compreensão:

Glaucoma crônico

É a forma mais comum de glaucoma. É um subtipo da doença que geralmente não causa sintomas, ou seja, o indivíduo não percebe sua existência e não sente dor, porém a doença evolui de maneira silenciosa. Na maioria dos casos, a PIO está elevada além do normal. Está bastante relacionada com antecedentes familiares positivos, e pode ser diagnosticada em exame oftalmológico de rotina. Após seu diagnóstico, o seguimento deve ser rotineiro, com a medição da PIO e outros exames subsidiários, como por exemplo exame de campo visual e fotografias do fundo do olho.

Glaucoma agudo

É uma urgência oftalmológica caracterizada por quadro clínico de forte dor ocular, olho vermelho e baixa da visão. Se não tratado rapidamente, pode levar a sequelas permanentes na visão.

Tratamento

O tratamento do glaucoma tem como objetivo principal abaixar a PIO e estabilizar a doença. Existem basicamente três opções disponíveis para redução da PIO: tratamento medicamentoso, à laser ou cirúrgico.

O primeiro passo no tratamento é feito com colírios que abaixam a PIO, chamados de colírios hipotensores, que apresentam bons resultados. Em casos mais avançados, ou em que os colírios não são suficientes para controle da PIO, ou em pacientes com alergia aos colírios, a próxima modalidade de tratamento é o laser para glaucoma, chamado de SLT (Trabeculoplastia Seletiva a Laser). A última opção para tratamento do glaucoma é cirúrgico, sendo a trabeculectomia a técnica cirúrgica mais empregada no mundo. É também chamada de cirurgia filtrante e consiste na confecção de um novo canal para escoamento do líquido de dentro do olho (chamado de humor aquoso). Já o implante de tubo de drenagem é indicado para casos refratários à trabeculectomia, onde um dispositivo com uma placa é implantado no olho e um tubo é posicionado na câmara anterior do olho (espaço que contém humor aquoso), também funcionando como via alternativa para drenagem do humor aquoso.