Até o início do século XIX, toda prescrição de óculos levava em conta apenas o grau esférico (miopia e hipermetopia) em seu equivalente esférico por um motivo simples: só se descobriu que havia a existência de astigmatismo em 1800, com a descoberta no próprio olho de Thomas Young. A partir daí, toda a Oftalmologia criou esforços para entender e corrigir tanto o grau esférico e astigmatismo com métodos e lentes específicos.

Uma das lentes de óculos criada foi a lente de Stokes que unia dois cilindros em conjunção criando uma lente mais estética e permitindo melhor ajuste do astigmatismo. Apesar de já existirem há alguns anos, o oftalmologista Edward Jackson foi o primeiro a ter a idéia de usar as lentes de Stokes no exame de refração em 1887, apresentando seus estudos em 1888. Ao cruzar duas lentes cilíndricas a 90 graus com graus dióptricos iguais mas poderes opostos, criou um engenhoso instrumento que refinava o astigmatismo no poder e eixo, permitindo maior precisão no exame refratométrico, facilitando o trabalho do Oftalmologista.

Na época, se tornou um dos mais requisitados especialistas em Congressos, palestrando com salas cheias sobre sua criação. Sua fama foi tanta que seu cilindro cruzado de Jackson abriu espaço para que ele, junto com outros colegas, fundasse, em 1896, a AAOO, Academia Americana de Oftalmologia e Otorrinolaringologia para o Ensino das especialidades, que seria a precursora, até o desmembramento em 1976, da Academia Americana de Oftalmologia.

Compartilhe!